Clipping

14/12/18

CLIPPING 14/12/2018

JORNAL O GLOBO

Voo retorna para aeroporto após coração humano ser esquecido a
bordo nos EUA

https://oglobo.globo.com/mundo/voo-retorna-para-aeroporto-apos-coracao-humano
-ser-esquecido-bordo-nos-eua-23302150

Por medida provisória, governo libera 100% de investimento estrangeiro
em aéreas

https://oglobo.globo.com/economia/por-medida-provisoria-governo-libera-100-de-investimento
-estrangeiro-em-aereas-23303115

Maior participação de estrangeiros na aviação pode beneficiar passageiros

https://oglobo.globo.com/economia/maior-participacao-de-estrangeiros-na-aviacao-pode
-beneficiar-passageiros-23304185

Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Avianca Brasil

https://oglobo.globo.com/economia/justica-aceita-pedido-de-recuperacao-judicial
-da-avianca-brasil-23303731

 

JORNAL DO BRASIL

Iata: MP sobre capital estrangeiro em aéreas é avanço em
direção à modernização

https://www.jb.com.br/economia/2018/12/965269-iata--mp-sobre-capital
-estrangeiro-em-aereas-e-avanco-em-direcao-a-modernizacao.html

 

FOLHA DE SÃO PAULO

Aéreas já são estrangeiras

Reserva de mercado é quase ficção ou empecilho que pode dificultar investimentos

As companhias aéreas que fazem voos domésticos são controladas por brasileiros, como
manda a lei? Sim, se a gente acredita em ficções burocráticas. Sim, se a gente ignora a
composição do capital total dessas empresas e outras parcerias, fatores que determinam o
rumo das operações dessas firmas.

O governo baixou medida provisória (MP) que dá cabo dessa quase ficção nacionalista, da
determinação legal de que 80% das ações com direito a voto das companhias aéreas sejam
de propriedade de brasileiros.

Editar MP com essa finalidade é uma esculhambação, é verdade, até porque a única urgência
da medida é facilitar injeção de capital na Avianca, empresa no bico do corvo. Ainda assim,
essa nova regra dá cabo de uma regulação que pode criar empecilhos a investimentos e era
de interesse de um ou outro empresário, não do mercado de aviação.

Importante é saber como regular o negócio, evitar oligopólio, sabotagens várias das regras de
mercado e descaso em geral com o consumidor. Disso pouco se fala.

A Gol é a empresa com maior participação brasileira no total de seu capital, a família
Constantino. Mesmo assim, mais de um terço da companhia está na mão de terceiros, em
especial da Delta, da Air France KLM e de um monte de fundos de investimento.

A Gol tem uma parceria operacional com a Air France KLM, que aliás é em parte propriedade
da Delta.

A Gol tem 33,3% do mercado de passageiros. Em segundo lugar, vem a Latam, com 30,4%.
A Latam do Brasil é na prática subsidiária de uma multinacional sob controle de uma família
chilena, os Cueto, embora com participação relevante ainda da família Amaro nos negócios.

A Azul tem 22,9% do mercado. É controlada por David Neeleman, que é brasileiro e
americano, embora a nacionalidade seja irrelevante, em termos de negócio. Neeleman tem
pouco mais de 5% do capital total e, ele mesmo, é uma espécie de multinacional do setor,
com participação relevante na TAP portuguesa, por exemplo.

A Azul é ainda das famílias donas da Trip, da United Airlines e de um monte de fundões
internacionais de investimento.

A Avianca, que pediu recuperação judicial, tem 12,6% do mercado. É na prática de Germán
Efromovich, que é um pouco ou simultaneamente brasileiro, colombiano, polonês e boliviano,
embora tal peculiaridade também não seja o essencial.

Ele é controlador de uma holding que tem companhias aéreas em vários países, também uma
espécie de múlti.

Nota-se, portanto, que o mercado é quase 100% dominado por empresas em processo mais
ou menos avançado de internacionalização de capital, gestão e operação. Suponha-se, no
entanto, que alguém apareça com bons argumentos a favor da maioria brasileira no controle
dessas empresas. E daí?

Como será possível impor tal decisão caso brasileiros não tenham capital bastante ou não
queiram controlar tais empresas? Por que, mesmo sob reserva legal de mercado para
brasileiros, as empresas não se tornaram cada vez mais "nacionais"? Na verdade, as
empresas nacionais quebraram operisticamente, mesmo com favores do Estado, ou se
associaram a estrangeiros.

Sem abertura do mercado, haveria investimentos suficientes nas empresas domésticas?
Note-se, enfim, que o capital estrangeiro terá de constituir empresas aqui no Brasil, a fim de
operar no mercado aéreo doméstico, como o fazem montadoras de carros ou de
eletrodomésticos, siderúrgicas, distribuidores de eletricidade e até varejistas.

 Artigo assinafo por Vinicius Torres Freire

Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela
Universidade Harvard (EUA).

 

Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Avianca

Joana Cunha

SÃO PAULO

O pedido de recuperação judicial protocolado pela Avianca Brasil na segunda-feira (10) foi
aceito pelo Juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, nessa quinta-feira (13).

A empresa passa por dificuldade gerada por disputa judicial com empresas arrendadoras de
aeronaves que pediram a retomada de 14 aviões em uma negociação que envolve dívidas em
torno de R$ 500 milhões, segundo executivos da empresa.

De acordo com a Avianca Brasil, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, "suas
operações e passageiros seguem preservados".

No pedido de recuperação judicial, a companhia aérea afirmava que se acontecesse a
reintegração de posse dos 14 aviões, que está sendo pleiteada em três ações judiciais, "isto
representará uma redução aproximada de 30% da frota, o que inviabilizará o atendimento
aproximado de 77 mil passageiros entre 10 e 31 de dezembro de 2018, que adquiriram as
passagens aéreas". O impacto seria pesado porque acontece no momento da alta temporada.

A quarta maior companhia aérea do país perdeu a posse de pelo menos três aeronaves dias
antes de entrar com o pedido de recuperação judicial, embora tenha dito abertamente que
mantinha o controle de toda a frota.

Conforme antecipado pela Folha, a subsidiária irlandesa da BOC Aviation venceu, em primeira
instância, processo contra a aérea para reaver dois Airbus A320-351N. A Avianca recorreu da
sentença.

Outra arrendadora, a Constitution Aircraft, apresentou uma moção na quarta-feira pedindo ao
juiz encarregado do processo de recuperação judicial da Avianca Brasil que revertesse a
decisão anteriormente tomada de suspender os esforços para retomada de posse de
aeronaves,

No documento, a Constitution informa já ter recuperado um dos 11 aviões arrendados para a
Avianca Brasil.

 

Empresas aéreas divergem sobre abertura ao capital estrangeiro no setor

Joana Cunha

SÃO PAULO

A medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer nesta quinta-feira (13) para abrir
espaço à elevação da presença de estrangeiros na aviação brasileira acentua divergência
antiga entre companhias aéreas nacionais.

A Azul, avessa à mudança, disse que acompanha a notícia "com preocupação".

"Por não haver equilíbrio de concorrência e reciprocidade entre as companhias aéreas
brasileiras e estrangeiras, a Azul se posiciona contrária à proposta e sustenta que a ausência
de contrapartidas não trará benefícios para as empresas aéreas do Brasil", informou a
empresa, em nota.

Em entrevista à Folha no final do ano passado, o presidente da Azul, John Rodgerson, disse
que considera um erro liberar a entrada de estrangeiros no controle de empresas do setor no
Brasil sem pedir reciprocidade.

"Se querem 100% de capital estrangeiro aqui, então nos deixe abrir uma empresa aérea nos
EUA com 100% de capital brasileiro. É recíproco. Os outros países não vão deixar. Eu não
posso comprar a [portuguesa] TAP, por exemplo. Temos um pedaço dela, mas não podemos
controlar. Mas a TAP poderia controlar a Azul? Não faria sentido", disse Rodgerson à Folha
em dezembro de 2017.

Na ocasião, o executivo afirmou que a mudança poderia ser prejudicial ao mercado brasileiro
porque as empresas estrangeiras só trariam aeronaves para voar no Brasil quando o mercado
estivesse rentável.

Já a Latam Airlines se posicionou favorável. Em nota, disse que a mudança "estimula o
crescimento, gerando riqueza para o Brasil" porque se trata de um "setor que exige capital
 intensivo".

Em entrevista à Folha no final do ano passado, o chileno Ignacio Cueto, que é presidente do
conselho do grupo Latam, afirmou que uma mudança na liberação de capital estrangeiro não
é fundamental para a Latam.

"Não digo que [a participação chilena aumentaria], nem que não aumentaria. Não é que
perseguimos isso. Pode até ser que um concorrente queira [aumentar o capital estrangeiro e
se beneficie disso]. O que defendemos é o destravamento de alguns elementos para que
haja livre entrada de capitais", disse Cueto em dezembro de 2017.

Para especialistas, a medida corrigirá uma distorção que existe na indústria aérea brasileira,
uma vez que todas as quatro grandes empresas já têm participação importante de
estrangeiros e se desdobram para se manter dentro dos limites legais.

A abertura facilitará a chegada de concorrentes de fora do país por meio de investimentos
nas aéreas já existentes ou iniciando novas operações, o que representará competição mais 

acirrada para quem hoje atua no mercado doméstico.

Por outro lado, a liberação para a entrada de novos recursos é bem-vinda, especialmente no
momento em que o setor atravessa uma fase difícil, se recuperando da crise que o atingiu nos
últimos anos.

A partir de 2014, a queda na procura por passagens levou as empresas a fazerem promoções
e reduzirem a oferta de assentos e de rotas.

Nos piores anos da crise econômica no Brasil, houve movimentos de entrada estrangeira
relevantes na Latam --que em 2016 anunciou acordo para a Qatar Airways comprar uma fatia
da empresa por meio da emissão de novas ações-- e na Azul, que em 2015 anunciou a venda
de quase 24% de seu capital não votante para o grupo chinês HNA.    

No caso específico da Avianca Brasil, em situação de recuperação judicial, um suporte de
investidor estrangeiro, possibilitado pela medida provisória, poderia salvá-la.

Em entrevista a uma TV colombiana, Germán Efromovich, membro da família controladora,
chegou a falar em um possível investimento da americana United.

"A medida reconhece a realidade que já existe hoje no mercado, que já depende do capital
estrangeiro. As companhias nacionais ficarão mais expostas à competição, mas, por outro
lado, terão acesso a mais capital, o que é bom para elas", diz o advogado Guilherme Amaral, 

sócio do ASBZ e especialista no setor.

Pela medida assinada agora, o controle estrangeiro pode chegar a 100% --antes era de 20%.
O limite da regra brasileira estava no capital votante, de ações ordinárias, ou seja, com direito
a voto.

A capitalização por meio de ações não votantes é livre. Com isso, o objetivo da restrição
sempre foi o de preservar o controle de empresas nas mãos de brasileiros.

A oposição da Azul ao controle de estrangeiros no mercado brasileiro costuma ser citada
com ironia por executivos de empresas concorrentes como uma posição contraditória, porque
 o fundador da Azul, David Neeleman, é filho de americanos.

O empresário é de fato brasileiro. Ele nasceu no Brasil, mas se mudou ainda criança para os
Estados Unidos.

O caso da Latam, que tem a família chilena Cueto na presidência da direção-executiva e do
conselho de administração, também costuma ser citado pelo peso dos sócios estrangeiros na
gestão.

A falta de consenso entre as concorrentes levou a Abear, associação que reúne as empresas
aéreas, a pedir que cada companhia se manifeste individualmente sobre o tema. Gol e
Avianca não comentaram.

As ações da Gol avançaram 5,26% nesta quinta. Na Azul, o ganho foi de 0,74%.

O efeito imediato sobre o preço das passagens para o consumidor é nulo, segundo André
Castellini, sócio da Bain & Company.

 "As pessoas têm a impressão de que tarifa aérea no Brasil é caro. Mas não é por ineficiência
das empresas. Considerados os custos, as tarifas não são altas", diz Castellini.  

Na prática, a mudança poderá impedir que o preço das passagens viesse a subir no caso de
quebra de uma empresa como a Avianca Brasil, em situação de recuperação judicial.

"A empresa que precisa de capital pode ser vendida a uma outra companhia estrangeira ou
receber recursos de um investidor estrangeiro. A medida traz mais alternativas de levantar
capital", diz Castellini.

Com menos empresas no mercado, a competição fica reduzida, o que possivelmente levaria a
um aumento no preços das passagens.

O QUE MUDA PARA O CONSUMIDOR

A abertura de capital afeta o passageiro?

A medida, por ora, não altera preços de passagens

A medida apenas possibilita que empresas em dificuldade possam receber mais capital
estrangeiro para se recuperar de crises, segundo especialistas

A injeção de capital evita que o setor perca concorrentes, o que, segundo especialistas,
prejudicaria a competição e poderia pressionar preços dos bilhetes para cima

Por que há resistência à participação estrangeira?

Um dos argumentos da Azul, companhia contrária à abertura, é que não há reciprocidade na
medida --ou seja, a abertura não garante participação de capital brasileiro em empresas
aéreas de outros países

Protecionismo e nacionalismo também são apontados por especialistas como argumentos
contrários

 

Com aval de Bolsonaro, Temer libera 100% de capital estrangeiro em aéreas

Gustavo Uribe

Julio Wiziack

BRASÍLIA

Antecipando-se a Jair Bolsonaro, o presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira (13)
uma medida provisória que libera estrangeiros para assumirem o controle de companhias
aéreas no país podendo chegar a 100% do capital. Hoje, esse limite é 20%.

A decisão foi tomada em meio ao processo de recuperação judicial da Avianca  e abre
caminho para investidores estrangeiros interessados em assumir a companhia diante da
inexistência de alternativas entre empresários locais.

A total abertura de capital do setor a estrangeiros seria uma das primeiras medidas do futuro
ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, segundo a cúpula de Bolsonaro.

Antes de baixar a MP, o governo atual consultou o futuro ministro da economia, Paulo Guedes.
Liberal, ele disse à Folha que concordou imediatamente com a medida, mas pediu tempo para
consultar Jair Bolsonaro.

Pouco depois, com o aval do presidente eleito, Guedes ligou para o ministro Eliseu Padilha
(Casa Civil) e disse “vamos em frente”.

A medida provisória foi publicada nesta quinta-feira (13) em edição extra do "Diário Oficial da
União", com efeito imediato.

No Congresso, o assunto vinha sendo discutido em um projeto de lei que englobava mudanças
tanto na aviação civil quanto no turismo. Mas encontra-se parado devido à resistência diante
da abertura de cassinos como pilares de novos polos turísticos no país.

Na quarta-feira (12), o Tribunal de Contas da União (TCU) julgou um processo em que a
restrição ao capital estrangeiro nas aéreas foi considerada inconstitucional.

O assunto foi discutido entre o presidente Michel Temer, ministros do TCU, e o presidente da
Câmara, Rodrigo Maia, que ofereceu um jantar na quarta-feira (12) ao ministro José Múcio
Monteiro, novo presidente do tribunal.

“Houve uma mudança constitucional em 2000 e uma lei de 1985 que restringia o controle
estrangeiro no setor passou a ser inconstitucional”, disse o ministro do TCU Bruno Dantas.

Relator do processo, ele liderou a discussão com Temer durante o jantar e costurou o apoio
à medida com Rodrigo Maia.

Na conversa, Dantas ressaltou que se tratava de um mero entendimento do tribunal, já que
declarar a inconstitucionalidade é um papel do Supremo Tribunal Federal.

Os ministros do TCU disseram que, apesar de seu entendimento, haveria mais segurança
jurídica para o setor se a abertura passasse pelo Congresso. O presidente saiu do jantar
sem demonstrar que levaria a medida adiante.

Segundo Eliseu Padilha, a iniciativa vale para todas as empresas brasileiras, não importando
a origem do capital.

Gol, TAM e Azul, que têm investidores ou parceria com empresas estrangeiras, também
poderão rever os acordos acionários em vigor.

"À medida que tenhamos a implantação dessa política, teremos novas companhias, novos
destinos e, com isso, estimularemos a geração de emprego e passagens mais baratas", disse
Padilha.

O ministro comparou a medida à privatização do serviço telefonia, ocorrida há duas décadas.
"Isso tem a ver com a Avianca? Não só. A Avianca circunstancialmente poderá vir a ser
 beneficiada."

Antes de baixar a medida, Temer falou com o presidente do Senado, Eunício Oliveira
(MDB-CE), e o da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que teriam concordado com ela.

O secretário de Aviação Civil, Dario Rais Lopes, avaliou a iniciativa como uma "vitória". "O
governo terminará seu mandato com a plena modernização da aviação civil, primeiro com a
política de céus abertos e, agora, a abertura total para estrangeiros do capital das aéreas",
disse.

Segundo ele, o ano de 2019 começará diante de um cenário "muito mais positivo para o setor
com a perspectiva de barateamento de passagens".

Nos bastidores, técnicos do governo consideram que a medida não vai salvar a Avianca.
Para eles, teria sido mais eficiente estimular um acordo entre a Sinergy, empresa que controla
a Avianca, e a Petrobras.

Ambas têm uma disputa judicial em torno de uma plataforma de petróleo que, recentemente,
levou ao bloqueio das ações da Avianca.

Existem empresas interessadas na companhia, mas nenhuma quer colocar dinheiro diante
dessa confusão jurídica.

As demais empresas estrangeiras que operam na Azul, Tam e Gol preferem aguardar a
conversão da MP em lei para decidir os rumos no Brasil.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A Avianca Brasil registrou pedido de recuperação judicial afirmando que, caso o requerimento
não seja concedido, poderá deixar de atender, até o fim do ano, 77 mil passageiros que já
compraram bilhetes.

A empresa diz no requerimento que já está sofrendo ameaças de paralisação de suas
operações porque já foram ajuizadas ações de reintegração de posse para a retomada de
aeronaves.

No documento, a Avianca afirma que se acontecer a reintegração de posse de 14 aeronaves,
que está sendo pleiteada em três ações judiciais, "isto representará uma redução aproximada
de 30% da frota, o que inviabilizará o atendimento aproximado de 77.000 passageiros entre
10.12.2018 e 31.12.2018, que adquiriram as passagens aéreas, o que ocorrerá em período
de alta temporada".

A quarta maior companhia aérea do país perdeu a posse de pelo menos três aeronaves dias
antes de entrar com o pedido de recuperação judicial, embora tenha dito abertamente que
mantinha o controle de toda a frota.

Conforme antecipado pela Folha, a subsidiária irlandesa da BOC Aviation venceu, em primeira

instância, processo contra a aérea para reaver dois Airbus A320-351N. A Avianca recorreu da
sentença.

Outra arrendadora, a Constitution Aircraft, apresentou uma moção na quarta-feira pedindo ao
juiz encarregado do processo de recuperação judicial da Avianca Brasil que revertesse a
decisão anteriormente tomada de suspender os esforços para retomada de posse de
aeronaves,

No documento, a Constitution informa já ter recuperado um dos 11 aviões arrendados para a
Avianca Brasil.

PAÍS JÁ DISCUTIU ABERTURA DE CAPITAL

1º de março de 2016

Presidente Dilma Rousseff assina medida provisória que elevava o limite de participação de
capital estrangeiro nas empresas aéreas de 20% para 49%

21 de junho de 2016

Com o apoio do governo já de Michel Temer (PMDB), a Câmara dos Deputados aprova
alteração na medida provisória para ampliar a 100% o limite de capital estrangeiro em
empresas aéreas

29 de junho de 2016

Com o compromisso de que Michel Temer (na época ainda interino) iria vetar o aumento da
participação de capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras, o Senado aprova a MP

25 de julho de 2016

Ainda interino, Temer sanciona a MP que tratava de mudanças no setor de empresas aéreas,
mas veta a ampliação em até 100% para a participação de capital estrangeiro nas companhias
de aviação. Dessa forma, continuou vigorando no país o limite de 20%

31 de março de 2017

Governo prepara proposta para reduzir as restrições ao capital estrangeiro nas companhias
aéreas para permitir que, em primeiro momento, as empresas vendessem até 49% de suas
ações

10 de abril de 2017

Ministério do Turismo propõe a Temer a edição de um projeto de lei para acabar com a
restrição de 20% no capital estrangeiro das companhias aéreas

11 de abril de 2017

Temer assina projeto de lei que seria enviado ao Congresso para permitir, por meio da
alteração do Código Brasileiro de Aeronáutica, a abertura de 100% do capital das companhias
ao capital estrangeiro

20 de dezembro de 2017

Governo federal se dispõe a negociar com o Congresso uma ampliação gradual do limite
permitido para o capital estrangeiro para facilitar a aprovação do projeto

 

Gol puxa alta da Bolsa após liberação de 100% de capital estrangeiro
em empresas aéreas

SÃO PAULO

A Bolsa paulista fechou em alta pelo terceiro pregão seguido nesta quinta-feira (13), com as
ações da Gol liderando os ganhos após o governo acabar com o limite de participação de
capital estrangeiro em companhias aéreas do país. O dólar também fechou em alta.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,99%, a 87.837 pontos.
O volume financeiro somou R$ 10,78 bilhões de reais, cerca de 25% abaixo da média dos
últimos 30 dias. Apesar do ganho recente, o Ibovespa ainda mostra perdas no acumulado da

semana (-0,3%) e do mês (-1,86%).

As ações da Gol, que operaram em queda até a metade da tarde, inverteram o sinal e
avançaram mais de 5% após o governo editar medida provisória que permite que empresas
estrangeiras tenham 100% do capital de companhias aéreas. O papel fechou a R$ 22.

As ações da Azul também inverteram, mas o ganho foi mais contido, 0,74%, a R$ 33,90.

No exterior, apesar de sinais de progresso nas discussões entre Estados Unidos e China
para superar divergências nas relações comerciais, os mercados acionários globais seguem
voláteis, com investidores ainda cautelosos, após indícios anteriores de avanço serem
repentinamente desbaratados.

Nesta sessão, Wall Street não mostrou um viés único, com o S&P 500 fechando praticamente
estável. O Dow Jones subiu 0,29%.

O dólar voltou a terminar em alta ante o real, corrigindo parte do forte recuo da véspera e com
fluxo de saída de recursos, em ambiente de maior busca pelo risco no exterior diante de alívio
nos atritos comerciais entre China e Estados e na questão do Brexit.

O dólar avançou 0,72%, a R$ 3,881, depois de terminar a sessão anterior a R$ 3,8530.

"Caiu muito ontem, não só aqui como lá fora. Mas não duvido que a tendência de queda
continue", disse o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo.

Desde a véspera, o noticiário mais positivo no mercado internacional favoreceu uma busca de
risco pelo mercado, com notícias, por exemplo, sobre a compra de soja dos Estados Unidos
pela China, indicando que as negociações comerciais entre os dois países parece estar
caminhando de fato, o que mantém as esperanças de que um acordo seja efetivado.

Nesta quinta-feira, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês disse que os dois países
estão em contato próximo nas negociações sobre comércio e que qualquer delegação
comercial dos EUA será bem-vinda.

Na lista de notícias favoráveis estavam ainda o voto de confiança que a primeira-ministra
britânica, Theresa May, ganhou de seu partido na véspera, mantendo-se no cargo para
conduzir o Brexit, e o recuo da Itália, que concordou em reduzir sua proposta de déficit
orçamentário de 2019 em conversas com a União Europeia.

Um fluxo de saída de recursos também foi citado por alguns profissionais para justificar a alta
do dólar ante o real nesta sessão.

"Acredito que a certeza de que a taxa de juros por aqui não deve mudar tão cedo e que ela
sobe nos Estados Unidos na próxima semana ajudou a reforçar esse fluxo de saída",
comentou o diretor da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Ele se referia ao comunicado do Banco Central sobre a reunião de política monetária na qual
manteve a Selic inalterada em 6,50%, do qual, retirou a menção de que a política monetária 

estimulativa começará a ser removida gradualmente.

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

Após crise da Avianca, governo libera 100% de capital estrangeiro em aéreas

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-edita-mp-que-libera-ate-100-de-capital-
estrangeiro-nas-companhias-aereas,70002645016

Governo Bolsonaro acabará com a Infraero em até três anos, diz
futuro ministro

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-bolsonaro-acabara-com
-a-infraero-em-tres-anos-diz-ministro,7000264462

Justiça dá 30 dias para Avianca resolver dívida com donos de aviões

https://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,justica-da-30-dias-para-avianca
-resolver-divida-com-donos-de-avioes,70002645593

Liberação de capital estrangeiro evita crise sistêmica em aéreas, diz
ministro do Turismo

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,liberacao-de-capital-estrangeiro-evita
-crise-sistemica-em-aereas-diz-ministro-do-turismo,70002645458

O presente de Natal para as aéreas

https://br18.com.br/o-presente-de-natal-para-as-aereas/

 

CORREIO BRAZILIENSE

Cobrança pelo despacho de bagagem é favorável ao consumidor, diz TCU

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/12/13/internas_economia
,725237/cobranca-pelo-despacho-de-bagagem-e-favoravel-ao-consumidor-diz-tcu.shtml

Temer assina MP que libera 100% de capital estrangeiro em
companhias aéreas

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/12/13/internas
_economia,725199/temer-assina-mp-que-libera-100-de-capital-estrangeiro-em-aereas.shtml

Credores entram na Justiça contra garantia de aeronaves à Avianca

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/12/13/internas_economia
,725068/credores-entram-na-justica-contra-garantia-de-aeronaves-a-avianca.shtml

 

O ESTADO DE MINAS

Iata: MP sobre capital estrangeiro em aéreas é avanço em direção
à modernização

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/12/13/internas_economia,1013118/
iata-mp-sobre-capital-estrangeiro-em-aereas-e-avanco-em-direcao-a-mod.shtml

Juiz defere pedido de recuperação judicial da Avianca

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/12/13/internas
_economia,1013057/juiz-defere-pedido-de-recuperacao-judicial-da-avianca.shtml

Anac: MP sobre capital estrangeiro tende a aumentar competição
no setor aéreo

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/12/13/internas_economia
,1013049/anac-mp-sobre-capital-estrangeiro-tende-a-aumentar-competicao-no-seto.shtml

 

AGÊNCIA BRASIL

Cobrança pelo despacho de bagagem é favorável ao consumidor, diz TCU

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-12/cobranca-pelo-despacho-de-bagagem
-e-favoravel-ao-consumidor-diz-tcu

Governo libera 100% de capital estrangeiro nas aéreas nacionais

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-12/governo-libera-100-de
-capital-estrangeiro-nas-aereas-nacionais

 

G1

Governo Bolsonaro quer leiloar todos os aeroportos da Infraero em 3 anos,
diz futuro ministro

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/13/governo-bolsonaro-quer-leiloar-todos-os
-aeroportos-da-infraero-em-3-anos-diz-futuro-ministro.ghtml

Companhias comentam MP que libera até 100% de capital estrangeiro
em aéreas brasileiras

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/13/companhias-comentam-mp-que-libera
-ate-100-de-capital-estrangeiro-em-aereas-brasileiras.ghtml

Temer assina MP que libera até 100% de capital estrangeiro em companhias
aéreas brasileiras

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/13/temer-assina-mp-que-libera-ate-100-de
-capital-estrangeiro-em-companhias-aereas-brasileiras.ghtml

 

JORNAL GLOBONEWS

Futuro ministro da Infraestrutura pretende privatizar aeroportos

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/futuro-ministro-da
-infraestrutura-pretende-privatizar-aeroportos/7231963/

 

ÉPOCA NEGÓCIOS

Privatizações de aeroportos não vão resolver problemas, defende Iata

https://epocanegocios.globo.com/Mercado/noticia/2018/12/epoca-negocios-privatizacoes
-de-aeroportos-nao-vao-resolver-problemas-defende-iata.html

Azul diz ser contra MP sobre capital estrangeiro nas aéreas

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/12/epoca-negocios
-azul-diz-ser-contra-mp-sobre-capital-estrangeiro-nas-aereas.html

Abertura de capital estrangeiro a aéreas estimula crescimento, diz Latam

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/12/epoca-negocios-abertura-de
-capital-estrangeiro-a-aereas-estimula-crescimento-diz-latam.html

 

JORNAL NACIONAL

Infraero deve ser privatizada ou extinta, diz futuro ministro

https://globoplay.globo.com/v/7232475/

MP de Temer acaba com restrições ao capital estrangeiro nas aéreas

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/12/13/mp-de-temer-acaba-com

-restricoes-ao-capital-estrangeiro-nas-aereas.ghtml

 

JORNAL DA GLOBO

Carlos Alberto Sardenberg comenta a MP que liberou 100% de capital
estrangeiro nas aéreas

https://globoplay.globo.com/v/7232657/

 

BOM DIA BRASIL

Estrangeiros podem ter até 100% do capital de empresas aéreas

https://globoplay.globo.com/v/7232884/

 

HORA 1

Temer assina MP que libera capital estrangeiro em companhias
aéreas brasileiras

https://globoplay.globo.com/v/7232707/

 

DCI

Iata: MP sobre capital estrangeiro em aéreas é avanço em direção
à modernização

https://www.dci.com.br/economia/iata-mp-sobre-capital-estrangeiro-em-aereas-e
-avanco-em-direc-o-a-modernizac-o-1.766166

Anac: MP sobre capital estrangeiro tende a aumentar competição
no setor aéreo

https://www.dci.com.br/economia/anac-mp-sobre-capital-estrangeiro-tende-a
-aumentar-competic-o-no-setor-aereo-1.766097

Azul diz ser contra MP sobre capital estrangeiro nas aéreas

https://www.dci.com.br/economia/azul-diz-ser-contra-mp-sobre-capital
-estrangeiro-nas-aereas-1.766083

Abertura de capital estrangeiro a aéreas estimula crescimento, diz Latam


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