Clipping

06/07/18

CLIPPING 06/07/2018

JORNAL O GLOBO

Neblina fecha aeroporto de Congonhas para pousos

https://oglobo.globo.com/brasil/neblina-fecha-aeroporto-de-congonhas-para-pousos-22853423

Parceria entre Boeing e Embraer não prevê acordo para preservar empregos

https://oglobo.globo.com/economia/parceria-entre-boeing-embraer-nao-preve-acordo-para-preservar
-empregos-22855484#ixzz5KR4E0LQF
 

 

JORNAL DO BRASIL

Aeroporto de Congonhas é fechado por falta de visibilidade provocada
por neblina

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2018/07/05/aeroporto-de-congonhas-e-fechado-por-falta
-de-visibilidade-provocada-por-neblina/

Boeing assumirá controle das atividades civis da Embraer

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2018/07/05/boeing-assumira-controle
-das-atividades-civis-da-embraer-2/

 

FOLHA DE SÃO PAULO

SP deve ter novo nevoeiro na sexta; fim de semana será de tempo seco

A previsão é a de que a cidade passe na sexta  (6) por situação semelhante a desta quinta (5),
com novo nevoeiro —e decorrentes atrasos e cancelamentos de voos novamente—, bem como
o aumento da temperatura no decorrer do dia. O final de semana deve ser de baixa umidade
do ar, inspirando cuidados.

No decorrer da manhã, a nebulosidade paulistana que afetou o aeroporto de Congonhas logo
cedo(leia mais abaixo) se dissipou e a temperatura subiu.

"O nevoeiro é uma situação característica dessa época do ano", diz a meteorologista Neide
Oliveira, do Inmet (Instituto Nacional de Metereologia). Segundo Oliveira, eles são formados
quando se apresentam condições como as desta quinta: massa de ar muito seca, umidade
elevada de manhã aliada a uma queda de temperatura e ventos fracos.

"Quando há uma noite de céu claro acontece isso geralmente na manhã seguinte", afirma.
Durante o dia, a temperatura subiu, como no início da semana. O Inmet estimava máxima de
27°C e mínima de 15°C para esta quinta, com umidade mínima do ar de 30%.

As condições se repetem na sexta (6), com mínima de 14°C, máxima de 26°C e umidade
mínima mais uma vez a 30%, também com nevoeiro.

O paulistano deve ficar atento no final de semana, em que a qualidade do ar pode ser
prejudicada, com umidade mínima de até 20%, que agrava problemas respiratórios como
asma, sinusite e alergias. Há também maior probabilidade de irritação dos olhos e
sangramentos no nariz.

AEROPORTOS FORAM AFETADOS

Um denso nevoeiro afetou as condições de visibilidade de São Paulo na manhã desta
quinta-feira (5) e trouxe sensação de frio ao paulistano nas primeiras horas do dia. O aeroporto
de Congonhas chegou a fechar suas operações temporariamente, ocasionando atrasos e
cancelamento de voos.

Segundo a Infraero, que opera Congonhas, foram ao menos 33 cancelamentos entre chegadas
e partidas. Outros 34 sofreram atrasos —alguns, significativos, como um voo de São José do
Rio Preto (SP) com chegada prevista para 6h05 e que aterrissou com atraso de quase três
horas, 2h51 minutos depois.

Condições climáticas afetaram também os aeroportos de Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná,
e o Santos Dumont, no Rio. Este último teve ao menos 22 cancelamentos entre chegadas e
22 atrasos.

Entre 8h e 9h, 38 voos domésticos sofreram atrasos no país. Entre às 15h e 16h, eram 35
atrasos. Balanço da Infraero neste horário indica que 67 voos foram cancelados ao longo
do dia.

 

Primeiro Boeing 737 MAX do Brasil inicia voos neste mês pela Gol

Guilherme Magalhães

A Gol já recebeu seu primeiro Boeing 737 MAX, com previsão de entrada em operação ainda
neste mês. Será o primeiro MAX de uma companhia brasileira. Na América do Sul, a
Aerolíneas Argentinas foi, em 2017, a primeira a operar a nova versão da família 737, o jato
comercial mais vendido do mundo.

As diferenças visuais mais marcantes —ainda assim discretas para aqueles menos
familiarizados com aviões— ficam por conta dos winglets divididos em dois e do desenho da
carapaça dos motores, que termina em “dentes” como no irmão maior 787.

Os winglets são prolongamentos que melhoram a aerodinâmica da asa, reduzindo o consumo
de combustível. Este, aliás, é cerca de 13% menor em relação ao anterior 737 NG (New
Generation), segundo a Boeing.

O diretor de ativos aeronáuticos da Gol, André Cruz, afirmou à Folha que a Gol espera operar
seis MAX até dezembro deste ano. Ao todo, foram encomendados 120 aviões com previsão
de entrega até 2028.

A companhia é a maior operadora de Boeings na América Latina, com uma frota de 118
737 —27 da versão menor -700 e 92 -800.

O novo avião será usado principalmente nas novas rotas internacionais da Gol para Miami e
Orlando, nos EUA, saindo de Brasília e Fortaleza a partir de novembro.

Antes, porém, será testado em algumas das rotas longas da companhia, como
Guarulhos-Recife e Guarulhos-Punta Cana, na República Dominicana.

Segundo Cruz, a rota Brasília-Orlando será a mais longa de um 737 MAX no mundo, com um
voo de oito horas. O MAX tem uma autonomia de 6.150 km, ganho de até 1.075 km em relação
ao modelo anterior.

No interior, a principal diferença notada pelos passageiros será nos compartimentos para
bagagem de mão, os chamados “bins”.

“O MAX vai ter o que chamamos de big bin, com pivotamento diferente do atual que vai
permitir colocar a mala de mão em pé, em vez de deitada. Isso vai nos permitir pelo menos
mais 46 malas de mão a bordo da aeronave”, afirmou Cruz.

O executivo da Gol citou ainda o aumento das galleys, espaços na dianteira e na traseira do
avião onde são armazenados suprimentos e onde a tripulação prepara as refeições.

“As galleys têm que ser capazes de suportar um serviço quente e um café da manhã, que é
um pouco diferente do perfil de voo que temos hoje. As galleys, tanto a dianteira quanto a
traseira, foram readequadas, e pro MAX temos a G2. É uma segunda galley de frente pra
principal, no lado direito de quando você entra no avião.”

Com capacidade para 186 passageiros, o MAX da Gol terá as cinco primeiras fileiras com
espaço maior entre os assentos, como ocorre hoje no Gol + Conforto, que pode ganhar outro
nome para diferenciar os novos serviços internacionais da companhia.

O pitch (distância entre assentos) terá as já conhecidas 33 polegadas nessas fileiras premium
e 29/30 polegadas na econômica. Segundo Cruz, os novos bancos slim, mais finos e de couro,
aumentam a sensação de espaço. “Você senta em uma poltrona com pitch 29 ou 30 mas tem
a sensação de estar sentando numa 30 ou 31.”

Falando em espaço, um ponto sensível no lançamento do MAX no exterior, no ano passado,
foi o tamanho dos banheiros, que foram reduzidos. Reclamações de tripulantes da American
Airlines e da Ryanair, duas companhias que já operam o avião, causaram desconforto.

O executivo da Gol disse não ver mudança significativa no tamanho do banheiro e afirmou
que a média de estatura do brasileiro é menor se comparada à média europeia e americana.

O MAX 8 é a segunda menor versão da família MAX, que vai do modelo 7 (138 a 153
passageiros) até o 10 (188 a 204), que tentará preencher o vácuo deixado pelo fim do 757 no
mercado de aviões médios.

No mercado de aeronaves menores, usadas principalmente na aviação regional, a parceria
fechada com a Embraer formalizada nesta quinta-feira (5) dá ao portfólio da Boeing um ativo
importante no mercado de aviação regional, que usa aeronaves menores como as brasileiras.

O E195, maior modelo da Embraer, acomoda entre 120 e 146 passageiros, enquanto o menor,
E175, entre 80 e 90.

A aliança foi uma reação à compra pela europeia Airbus da divisão de jatos C-Series da
canadense Bombardier, principal concorrente da Embraer.

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

Aeroporto de Congonhas é fechado por falta de visibilidade provocada
por neblina

https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,aeroporto-de-congonhas-e-fechado-por-falta
-de-visibilidade-em-razao-de-neblina,70002388158

 

CORREIO BRAZILIENSE

BNDES: parceria com Boeing é estratégica para sobrevivência da Embraer

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/07/05/internas_economia
,693081/bndes-parceria-com-boeing-e-estrategica-para-sobrevivencia-da-embraer.shtml

 

AGÊNCIA BRASIL

Neblina fecha o aeroporto de Congonhas em São Paulo

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-07/neblina-fecha-o
-aeroporto-de-congonhas-em-sao-paulo

 

G1

Aeroporto de Brasília recebe prêmio de melhor terminal aéreo do país

https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/aeroporto-de-brasilia-recebe-premio-de-melhor
-terminal-aereo-do-pais.ghtm
l

Mau tempo volta a provocar cancelamento de voos em aeroporto do Rio

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/mau-tempo-volta-a-provocar-cancelamento-de-voos

-em-aeroporto-do-rio.ghtml

Aeronave sofre pane em trem de pouso e aterrissa de barriga em aeroporto
de Montes Claros

https://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/aeronave-sofre-pane-em-trem-de-pouso-e-aterrissa
-de-barriga-em-aeroporto-de-montes-claros.ghtml

Fechamento do aeroporto de Congonhas provoca cancelamento de voo
em Porto Alegre

https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/fechamento-do-aeroporto-de-congonhas-provoca
-cancelamento-de-voo-em-porto-alegre.ghtml

Entenda por que as gigantes da aviação estão unindo forças

https://g1.globo.com/economia/noticia/entenda-por-que-as-gigantes-da-aviacao
-estao-unindo-forcas.ghtml

Funcionários da área de aviação comercial da Embraer serão transferidos
para nova empresa gerida pela Boeing

https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/funcionarios-da-area-comercial-da-embraer
-serao-transferidos-para-nova-empresa-gerida-pela-boeing.ghtml

Há 90 anos, italianos faziam primeira travessia aérea sem escalas entre
Europa e América Latina

https://g1.globo.com/mundo/noticia/ha-90-anos-italianos-faziam-primeira-travessia-aerea-sem
-escalas-entre-europa-e-america-latina.ghtml

 

SP2

Nevoeiro afetou os voos no aeroporto de Congonhas

https://globoplay.globo.com/v/6853842/

 

DCI

Demanda da Gol avançou 4,6%

https://www.dci.com.br/servicos/demanda-da-gol-avancou-4-6-1.721701

Acordo com a Boeing dará sobrevivência à Embraer

https://www.dci.com.br/servicos/acordo-com-a-boeing-dara-sobrevivencia-a-embraer-1.721724

'Chegamos a um formato que atende a todos', diz presidente da Embraer

https://www.dci.com.br/economia/chegamos-a-um-formato-que-atende-a-todos-diz-presidente
-da-embraer-1.721531

Gol estima alta de 7,5% a 8% na receita do 2ºtri, margem Ebitda de 8%
a 8,5%

https://www.dci.com.br/servicos/gol-estima-alta-de-7-5-a-8-na-receita-do-2-tri-margem-ebitda
-de-8-a-8-5-1.721645

Gol: demanda total cresce 4,6% em junho e oferta aumenta 4,7%

https://www.dci.com.br/servicos/gol-demanda-total-cresce-4-6-em-junho-e-oferta-aumenta
-4-7-1.721440

Demanda doméstica da Gol sobe 6,7% em junho; oferta avança 5,9%

https://www.dci.com.br/servicos/demanda-domestica-da-gol-sobe-6-7-em-junho-oferta-avanca
-5-9-1.721435

 

PANROTAS

Fornecimento falha e mais de 100 aviões de aérea voam sem comida

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/07/fornecimento-falha
-e-mais-de-100-avioes-de-aerea-voam-sem-comida_156920.html

Singapore lança cardápio de restaurante chinês em voos ao destino

https://www.panrotas.com.br/viagens-corporativas/aviacao/2018/07/singapore-lanca-cardapio
-de-restaurante-chines-em-voos-ao-destino_156915.html

Azul inicia hoje, em codeshare, voos de Campinas a Paris

https://www.panrotas.com.br/aviacao/novas-rotas/2018/07/azul-inicia-hoje

-em-codeshare-voos-de-campinas-a-paris_156906.html

Qantas testa reconhecimento facial no aeroporto de Sidney

https://www.panrotas.com.br/viagens-corporativas/aviacao/2018/07/qantas-testa
-reconhecimento-facial-no-aeroporto-de-sidney_156899.html

Demanda doméstica cresce, enquanto internacional cai na Gol

https://www.panrotas.com.br/aviacao/pesquisas-e-estatisticas/2018/07/demanda
-domestica-cresce-enquanto-internacional-cai-na-gol_156897.html

Aviação mundial tem crescimento sólido em maio, diz Iata

https://www.panrotas.com.br/viagens-corporativas/aviacao/2018/07/aviacao
-mundial-tem-crescimento-solido-em-maio-diz-iata_156891.html

Gol renova serviço de bordo com toque regional em voos internacionais

https://www.panrotas.com.br/aviacao/investimentos/2018/07/gol-renova-servico-de-bordo-com
-toque-regional-em-voos-internacionais_156892.html

Boeing e Embraer anunciam joint venture de US$ 4,75 bilhões

https://www.panrotas.com.br/aviacao/parcerias/2018/07/boeing-e-embraer-anunciam
-joint-venture-de-us-475-bilhoes_156885.html

Iberia lança tarifa mais econômica para voos ao Brasil

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/07/iberia-lanca-tarifa
-mais-economica-para-voos-ao-brasil_156882.html

 

MERCADO E EVENTOS

Copa Airlines prorroga promoção de tarifas até 13 de julho

http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/copa-airlines-prorroga
-promocao-de-tarifas-ate-13-de-julho/

Azul inicia operações entre Campinas e Paris via Aigle Azur

http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/azul-inicia-operacoes
-entre-campinas-e-paris/

Gol investe na regionalização dos pratos no serviço de bordo internacional

http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/gol-investe-na-regionalizacao-dos-pratos-no

-servico-de-bordo-internacional/

Aeroporto de Brasília é eleito o melhor da categoria

http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/aeroporto-de

-brasilia-e-eleito-o-melhor-da-categoria/

 

VALOR

Com Embraer, Boeing consolida liderança em aviação comercial 

Por Stella Fontes, Camila Maia, Rodrigo Rocha e Ivan Ryngelblum |
De São Paulo
 

Após meses de negociação, Embraer e Boeing assinaram ontem o memorando de
entendimentos que traz as linhas gerais para constituição de uma nova empresa, que, na
prática, representa a venda de 80% da área de aviação comercial da fabricante brasileira de
aeronaves para a gigante americana. Pela participação de 80% na nova entidade, a Boeing
pagará US$ 3,8 bilhões, ou R$ 14,9 bilhões ao câmbio atual, deixando a Embraer com os
negócios de aviação executiva, serviços e defesa, além da fatia remanescente de 20%.

Com o acordo, cuja versão definitiva será elaborada até o fim de 2019, após aval de órgãos
antitruste em diferentes países, a Boeing garante a liderança global em aviação comercial
com portfólio de aeronaves de 70 a 450 assentos. Hoje, a Embraer é líder no mercado de
jatos de até 150 assentos e a americana, nos segmentos de grandes aviões. "A junção forma
uma força global, um expoente global", disse ao Valor o presidente da companhia brasileira,
Paulo César de Souza e Silva.

Para o executivo, a associação com um parceiro estratégico como a Boeing "traz benefícios
para todos: para a Embraer, para funcionários, para o Brasil, para as exportações". "É a
garantia de sustentabilidade da empresa", ressaltou. Globalmente, o setor aeroespacial está
se reorganizando e os grandes fabricantes buscam somar forças para fazer frente à
concorrência, reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de produtos. A operação,
reconheceu, vem em resposta a essas mudanças.

"A Embraer está em seu melhor momento em aviação comercial e executiva, mas tem de
olhar para a frente e entender a dinâmica", afirmou o executivo. 

Com sede no Brasil e de capital fechado, a nova empresa foi avaliada em US$ 4,75 bilhões -
ou pouco mais de R$ 18,5 bilhões, bem próximo do valor de mercado da Embraer no
fechamento de quarta-feira. Ela ficará com a fábrica principal de São José dos Campos (SP) e
a unidade da Eleb (fabricante de trens de pouso e peças relacionadas), mais unidades de
Taubaté (SP) e de Évora, em Portugal, onde são feitas peças estruturais.

A Embraer terá a opção de, nos próximos 10 anos, vender sua participação de 20% para a
Boeing, por valor corrigido pela inflação. Após esse prazo, estará está livre para vender a
qualquer interessado a fatia, que deve gerar ganhos na forma de dividendos. "Isso será
absolutamente bom, com o crescimento futuro da empresa de aviação comercial a Embraer
vai receber mais e mais dividendos", disse.

A parceria permitirá ainda redução de custos significativa para o setor de aviação comercial,
"que de outra forma não seria possível, especialmente com a cadeia de fornecedores",
conforme o executivo. Todo o ganho de caixa com a operação vai para a Embraer, mas o uso
desses recursos será decidido posteriormente. "Vamos decidir o uso depois, o que vai incluir
pagamento de dividendos, desalavancagem, novos investimentos e possivelmente um
programa de recompra de ações", afirmou.

A Boeing terá o controle operacional e a gestão da nova empresa, e espera contabilizar a
parceria nos resultados por ação a partir de 2020. A Embraer, por sua vez, terá assento no
conselho de administração e reconhecerá a participação de 20% via equivalência patrimonial.
A expectativa, vista como conservadora, é de sinergia anual de custos de US$ 150 milhões,
antes de impostos, até o terceiro ano, após o início das operações.

"Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de
investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por
acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento", afirmou, em
nota, o principal executivo da Boeing, Dennis Muilenberg, a quem se reportará a administração
da nova empresa.

A combinação dos portfólios de Embraer e Boeing em jatos comerciais representa importante
vantagem competitiva nas negociações com companhias aéreas, segundo Silva, ao ampliar a
oferta de produtos a seus clientes. "Ao oferecer um portfólio completo às companhias aéreas,
amplia-se a eficiência dessas empresas. É fundamental que a gente tenha uma oferta mais
abrangConforme o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Embraer,
Nelson Salgado, cerca de 20% dos ganhos de capital decorrentes da transação devem ser
revertidos em impostos. Depois do pagamento de tributos, os recursos remanescentes serão
revertidos aos acionistas, por meio do pagamento de dividendos especiais e, possivelmente,
por um programa de recompra de ações. Outra opção é reverter os ganhos em investimentos.
A Embraer ainda está calculando quanto da dívida e do caixa vão migrar para a nova empresa
de aviação comercial.

O memorando de entendimentos assinado ontem prevê também a constituição de uma
segunda joint venture, desta vez controlada pela Embraer, para promoção comercial,
especialmente do avião de transporte militar multimissão KC-390. A participação acionária
exata de cada sócio ainda não foi definida, mas as duas fabricantes avaliam que há grande
potencial para o KC-390 no mundo, substituindo modelos na categoria do Lockheed C-130A
Hercules.

Segundo o presidente da Embraer, esse novo formato da operação - falava-se apenas da
associação em aviação comercial - abre importantes possibilidades após a consumação da
transferência do negócio de aviação comercial para a sociedade controlada pela Boeing.
"Essa nova empresa abre uma importante avenida de crescimento para a Embraer em defesa,
com penetração global e acesso a novos mercados", ressaltou.

A parceria em defesa tem viés comercial, mas eventualmente poderá envolver também
montagem já que, para fornecimento a determinados países, há exigência de fabricação local.
"Mas isso é assunto para o futuro", ponderou Silva. 

O KC-390 continuará sob o guarda-chuva da Embraer, com fabricação em Gavião Peixoto
(SP), e há expectativa de redução do custo do cargueiro militar, sobretudo no que se refere a
materiais. Já os investimentos serão realizados em conjunto. "Também vamos poder vender o
KC-390 para o governo dos Estados Unidos por meio da Boeing", afirmou o executivo.

Ao transferir a área de aviação comercial para uma nova empresa, a Embraer S.A. passa a ser
uma companhia com receita anual da ordem de U$ 2,5 bilhão, dos quais US$ 1 bilhão em
defesa e US$ 1,5 bilhão em aviação executiva, e seguirá listada na B3 e na bolsa de Nova
York. Um dos negócios mais importantes do ano na área de fusões e aquisições está sendo
conduzido exclusivamente por dois grandes bancos estrangeiros: o Citi, pelo lado da Embraer,
e o J.P. Morgan, pelo lado da Boeing. As instituições não comentam o assunto. (Colaboraram
Virgínia Silveira, de Orlando, e Talita Moreira)

 

 


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