Clipping

15/10/18

CLIPPING 15/10/2018

JORNAL O GLOBO

Juiz que deu ordem de prisão por não embarcar recebe pena de censura

https://oglobo.globo.com/brasil/juiz-que-deu-ordem-de-prisao-por-nao-embarcar-recebe
-pena-de-censura-22977469

Saiba como será o voo mais longo do mundo, que decola nesta quinta-feira

https://oglobo.globo.com/boa-viagem/saiba-como-sera-voo-mais-longo-do-mundo-que-decola
-nesta-quinta-feira-23148605

Embraer lança aviões executivos de médio porte com maior alcance

https://oglobo.globo.com/economia/embraer-lanca-avioes-executivos-de-medio-porte
-com-maior-alcance-23155632

Latam passa a cobrar por bagagem despachada em voos na América do Sul

https://oglobo.globo.com/boa-viagem/latam-passa-cobrar-por-bagagem-despachada-em-voos
-na-america-do-sul-23149467

Saiba como foi a viagem inaugural do voo mais longo do mundo, de
Cingapura a Nova Jersey, nos EUA

https://oglobo.globo.com/boa-viagem/saiba-como-foi-viagem-inaugural-do-voo-mais
-longo-do-mundo-de-cingapura-nova-jersey-nos-eua-23152068

Três pessoas morrem atingidas por avião que tentava decolar na Alemanha

https://oglobo.globo.com/mundo/tres-pessoas-morrem-atingidas-por-aviao-que-tentava
-decolar-na-alemanha-23155113

 

FOLHA DE SÃO PAULO

Turismo evangélico entra na mira de primeiro voo da Latam para Israel

Daniela Kresch

TEL AVIV

No próximo 13 de dezembro, a Latam inaugura um novo destino internacional: Tel Aviv.

É a primeira vez que uma empresa aérea sul-americana opera um voo direto para Israel. E
é o primeiro destino da Latam no Oriente Médio.

A expectativa da empresa é transportar mais de 65 mil passageiros por ano com três voos
semanais com partida em Santiago, no Chile, e conexão no aeroporto de Guarulhos, em São
Paulo.

A ideia é aproveitar a onda de peregrinos cristãos sul-americanos —principalmente brasileiros,
entre eles evangélicos— que visitam cada vez mais a Terra Santa.

Esse público costuma visitar pontos turísticos importantes da Terra Santa, como o Monte das
Oliveiras, a Basílica do Santo Sepulcro e Belém, cidade onde nasceu Jesus Cristo, que fica
na Cisjordânia.

Na visão de negócios da companhia aérea também estão outros públicos tradicionais, como
mochileiros israelenses, empresários e membros da comunidade judaica que viajam para a
América do Sul.

Segundo dados do Ministério do Turismo de Israel, de janeiro a agosto de 2018, cerca de
33 mil brasileiros desembarcaram no país, um aumento de 18% em relação a 2017 e de
98% em relação a 2016.

Um terço dos turistas afirma estar realizando peregrinação cristã no país.

Em 2017, Israel recebeu 3,6 milhões de turistas —sendo 93 mil da América do Sul, incluindo
39 mil do Brasil.

Entre eles, 55,9% se declararam cristãos. Entre os cristãos, 21,5% se declararam evangélicos
(12,2% do total).

Segundo Rodrigo Contreras, diretor-geral da Latam para Europa, Oriente Médio e África,
Tel Aviv é um destino estratégico.

“Há uma cooperação econômica e cultural entre Israel e a América do Sul, principalmente
com o Brasil”, afirmou Contreras.

Questionado sobre o foco da Latam no turismo de peregrinação cristã, o diretor da Latam
disse que esse passageiro é certamente um alvo, bem como empresários e mochileiros.

“Não gostamos de chamar de peregrinação, chamamos mais de viagem cultural para Israel,
mas certamente há uma expectativa”, afirmou Contreras.

A meta do Ministério do Turismo de Israel é aumentar os números de visitantes sul-americanos
em 20%.

“Estamos em um incrível momento. O turismo em Israel passa por um florescimento. Os
mercados da América do Sul estão sedentos por voos diretos”, diz Amir Levy, diretor-geral do
Ministério do Turismo de Israel.

Entre 2010 e 2011, a companhia aérea israelense El Al operou voos direto de Israel para o
Brasil, mas a empreitada durou menos de dois anos.

Entre os motivos para o fim da rota, o principal foi a falta de viabilidade econômica porque a
empresa apenas transportava passageiros e não carga —parte fundamental para o sucesso
da rota.

Questões de segurança, no entanto, também colaboraram para o fracasso, segundo
informações não confirmadas pela El Al.

“Deveremos ter provavelmente um processo de check-in um pouquinho mais apurado.
Buscamos assessoria de especialistas e autoridades”, disse João Murias, diretor comercial
da Latam para o Sul da Europa e o Oriente Médio.

A Latam Airlines, criada em 2010 após a fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, é a
maior empresa aérea da América do Sul. Ela opera hoje 143 destinos em 26 países.

Recentemente, a empresa também inaugurou rotas para Roma e Lisboa. A próxima será
Munique, em 2019, segundo a companhia.

“Esse novo voo reforça a nossa presença na aviação internacional e nos aproxima de nossa
visão de ser uma das três maiores empresas de aviação no mundo”, afirmou Contreras.

A nova rota talvez ajude a melhorar os números da companhia aérea.

No segundo trimestre de 2018, a Latam registrou prejuízo de US$ 114 milhões
(R$ 427 milhões) por causa da alta do preço dos combustíveis e do impacto da greve dos
aeroviários no Chile, além dos reflexos da paralisação dos caminhoneiros no Brasil.

O Ministério do Turismo de Israel fornecerá à companhia sul-americana uma concessão de
€ 750 mil (R$ 3,2 milhões) como parte de um programa para incentivar a abertura de novas
rotas para o país.

O voo de São Paulo até Tel Aviv vai durar de 13 a 14 horas.

Os executivos garantem que é possível encontrar passagens de ida e volta por US$ 731
(R$ 2.737,89) na classe econômica.

Atualmente, os voos de São Paulo para Israel custam, em média, US$ 1.200 (R$ 4.500) na
classe econômica e podem durar até mesmo 24 horas, uma vez que todos fazem conexões
na Europa que podem durar muitas horas.

 

Embraer lança aviões executivos de médio porte com maior alcance,
em esforço de reestruturação

ORLANDO (EUA)

A Embraer está acrescentando dois jatos executivos de maior alcance à sua linha Legacy,
de aeronaves de médio porte, com cabines remodeladas e tecnologia que reduz turbulências,
gerando voos mais suaves, disse a fabricante de aeronaves brasileira neste domingo (14).

O lançamento dos dois modelos Praetor – nomeados em homenagem aos oficiais da Roma
Antiga – coincide com o tradicional evento da indústria de aviões executivos em Orlando,
entre 16 e 18 de outubro, e ocorre em um momento em que a Embraer busca uma estratégia
mais ampla para revitalizar sua deficitária divisão de aviões executivos.

Quando os modelos Praetor chegarem ao mercado em 2019, eles se juntarão a um espaço
fortemente competitivo, que inclui o Challenger 350, da Bombardier, e o G280, da Gulfstream,
junto com o futuro Cessna Citation Longitude, da Textron.

A revitalização da unidade de jatos executivos da Embraer é importante porque a companhia
não poderá mais contar com a divisão de aviação comercial, que tem a melhor performance,
se o acordo para unir a divisão de aeronaves comerciais com Boeing for adiante.

A Embraer e a Boeing anunciaram a aliança de US$ 4,75 bilhões (R$ 18 bilhões) em julho.
Se o governo brasileiro concordar em ceder o controle da unidade de aviões comerciais à
Boeing, a Embraer ficará com as duas divisões remanescentes, que estão no vermelho:
jatos executivos e defesa.

O lançamento do Praetor acontece sob a direção de Michael Amalfitano, que assumiu a
divisão de jatos executivos da Embraer em 2017 com o plano de oferecer aos clientes
tecnologias avançadas e características de luxo que entreguem margens maiores.

"O Praetor 500 e o Praetor 600 são as aeronaves disruptivas para o empreendedor, o
pioneiro, o inovador", disse Amalfitano em comunicado neste domingo.

O Praetor 500 será a aeronave de médio porte mais rápida da indústria, capaz de viajar da
costa oeste dos Estados Unidos à Europa com uma única parada, disse a Embraer.

O Praetor 600, considerado como super médio, pode transportar quatro passageiros entre
Londres e Nova York sem escala. Para voos mais curtos, a aeronave pode transportar até
10 passageiros, em uma categoria de jatos executivos que une pequenos aviões corporativos
e aviões e modelos com grandes cabines para 13 a 19 passageiros.

Por anos, a Embraer ampliou sua fatia de mercado oferecendo grandes descontos para
aviões executivos, incluindo a aeronave Phenom, de menor porte.

Mas Amalfitano disse aos investidores que evitará descontos, em um esforço para ampliar as
margens para um dígito único médio até o fim do ano.

“Eles estão em uma transição nesse momento”, disse o analista de aviação norte-americano
Rolland Vincent sobre a unidade de jatos executivos da Embraer.

Espera-se que a Embraer mantenha a sua participação de mercado de aviões executivos
estável em 16 por cento entre 2018 e 2027, de acordo com estimativa publicada antes do
lançamento do Praetor pela companhia de vendas e aquisições de aeronaves Jetcraft.

 

Como desobedeci comissário de bordo e me tornei o único passageiro
a sobreviver a desastre de avião

Em 1973, um avião em chamas fez um pouso forçado em um campo nos arredores de Paris.
O acidente deixou 123 pessoas mortas. Entre os 11 sobreviventes, apenas um era passageiro.
E por que sobreviveu? Porque o passageiro, um brasileiro com 21 anos à época,
desobedeceu todas as instruções de segurança que havia recebido. Seu nome é Ricardo
Trajano.

Hoje, aquele jovem transgressor —cujo estado ao ser retirado do avião em chamas era tão
grave que os médicos não lhe davam mais do que uma semana de vida— é pai de duas filhas
e descobriu uma nova paixão: auxiliar outros sobreviventes de acidentes a superarem seus
traumas.

No texto a seguir, Ricardo Trajano relembra a experiência em comovente depoimento a
Thomas Pappon, do programa Witness, do BBC World Service.

"Eu estava estudando engenharia em Petrópolis, no Rio. Era músico, roqueiro, já tinha tocado
em bandas. E decidi visitar Londres, que era a Meca do rock na década de 1970."

VOO VARIG RG-820

"Era meu primeiro voo e eu tinha lido que a cauda do avião ficava mais protegida em acidente
aéreo, então decidi me sentar atrás. Era um Boeing 707, da Varig.

Mas Ricardo não ficou na última fileira. Naquela época, as tripulações dos aviões eram
numerosas, e alguns dos 17 comissários ocupavam os últimos assentos. Ricardo sentou-se
na penúltima fileira, logo à frente deles.

Na poltrona à frente de Ricardo estava um artista famoso.

"Você já ouviu falar do Agostinho dos Santos, um cantor muito famoso naquela época? Era
como se (hoje) entrasse no avião o Gilberto Gil. Todo mundo ia reconhecer —e todo mundo
reconheceu o Agostinho. Ele se sentou na minha frente."

E mais à frente ainda, estava a passageira Rita, com quem Ricardo passaria horas
conversando.

"Ela era filha do embaixador da Índia no Brasil, morava com o pai em Brasília. Tinha a minha
idade, era inteligente, simpática. Trocamos contato porque ela também ia para Londres, íamos
nos encontrar lá."

FUMAÇA NO BANHEIRO

O voo foi tranquilo. O avião faria uma escala no aeroporto de Orly, em Paris.

"Quando faltavam cinco minutos para pousarmos, uma fumaça branca começou a sair do
 banheiro atrás de mim. Os passageiros sentados atrás notaram, e os comissários, também.
Um deles veio com um extintor e tentou apagar o fogo, mas eu vi que a fumaça não estava
diminuindo."

O avião já tinha iniciado a descida e todos os passageiros estavam sentados, com os cintos
afivelados. Nesse momento, Ricardo decidiu sair do seu assento.

"Eu simplesmente desconectei o cinto e fui caminhando para a frente do avião. Eu já tinha
do avião. Todos os outros passageiros ficaram nos seus lugares. Eles devem ter pensado
que eu estava indo ao outro banheiro lá na frente."

"Quando cheguei lá, um comissário estava dizendo aos passageiros que ficassem tranquilos,
que eles estavam resolvendo um problema lá atrás, e que todo mundo devia ficar onde estava,
com os cintos afivelados. Quando ele me viu, me deu uma bronca. 'Rapaz, o que você está 

fazendo aqui? Vai sentar no seu lugar, você não pode ficar aqui, em pé!'"

"E aí, por impulso, não sei o que foi, instinto, eu desobedeci o cara. Eu podia ter voltado. E se
eu não tivesse feito essa transgressão, eu provavelmente não estaria aqui hoje."

"Andei mais para a frente. Fiquei na divisória, aquela área que fica entre a cabine do piloto e
a primeira classe. Tinha alguns comissários ali perto."

MORTES SILENCIOSAS

Agora, a fumaça já não era branca. E tomava conta de toda a aeronave.

"Era uma fumaça densa, negra e muito tóxica —como aquela fumaça de pneu queimado,
sabe? Você inalava aquilo, na primeira vez, já ficava paralisado. Na segunda ou terceira, te
matava. Todos os passageiros morreram sentados, com seus cintos afivelados, asfixiados."

A fumaça já tinha chegado à parte fronteira do avião, onde Ricardo estava. Os comissários
ao seu lado, que antes conversavam nervosamente entre si, agora estavam calados.

"Eu senti que eles estavam morrendo porque pararam de falar. Eu não via mais de um palmo
na minha frente. Estava tudo negro. Eu fechei o olho. O que me ajudou muito é que eu fiquei
calmo. Veio aquele flashback na minha cabeça, me despedindo da vida, dos amigos, da minha
família. Sentindo a morte me abraçar. Mas a calma me ajudou muito."

"Senti que o avião perdeu muita altura. Parecia que estava a 90 graus. Claro que não estava,
mas estava muito inclinado, então eu caí. A fumaça embaixo é mais rarefeita e isso te ajuda
(a respirar)."

CABEÇA FRIA

A cabine do avião também havia sido tomada pela fumaça.

"Senti, ou ouvi, o co-piloto abrir a janelinha para poder pilotar o avião."

Estranhamente, não houve gritaria.

"A fumaça foi envolvendo todo mundo, foi saindo pelo revestimento do avião. O revestimento
era polipropileno, era plástico. Você imagina aquilo queimando. Era uma fumaça muito forte e
foi pegando todos os passageiros desprevenidos. Eu, lá na frente, não ouvi absolutamente
nada. Podia ter havido tumulto, gente correndo lá para a frente. Não teve nada disso. "

Dentro da cabine, no entanto, o cenário era outro. Vários comissários tinham se refugiado ali.

"A única coisa que eu ouvi foi o tumulto dentro da cabine, dos comissários apavorados. Um
deles falou para o piloto: 'joga logo esse avião no chão que eu não aguento mais!'"

"Mas os pilotos foram muito frios e corajosos. Primeiro, não desceram as máscaras de
oxigênio porque o oxigênio é inflamável, então o fogo ia se alastrar mais ainda."

Os pilotos também tomaram a decisão de pousar antes de chegar ao aeroporto —embora já
houvesse bombeiros de prontidão no local.

"Não dava tempo de chegar ao aeroporto porque o avião podia explodir no ar. Então, o
comandante Gilberto Araújo fez um pouso forçado. Desviou de um vilarejo, de um fio de alta
tensão, e pousou numa plantação de cebola. Quando ele pousou, eu apaguei."

RESGATE

Lutando contra dificuldades de acesso, as equipes de resgate demoraram entre dez e 15
minutos para chegar ao avião.

"Ainda fiquei naquela fornalha uns dez minutos."

Tomado pelas chamas, o teto da aeronave começou a cair sobre as pessoas. Passageiros
que talvez tivessem sobrevivido até aquele momento, possivelmente desmaiados, morreram
carbonizados.

"Caiu uma placa de metal grande, da fuselagem, nas minhas costas. Por sorte eu estava de
costas. Se eu tivesse caído de barriga para cima, provavelmente teria morrido porque os
órgãos teriam ficado mais expostos."

A placa queimou a metade inferior das costas, parte das nádegas e das coxas de Ricardo.

Ele não tem qualquer lembrança do resgate. "Acordei no hospital sem entender nada, tinha
ficado desacordado, em coma, 30 horas."

SEGUNDO TEMPO

Ricardo chegou ao hospital sem roupas —e, portanto, sem documentos ou objetos que
permitissem sua identificação. No entanto, seu porte físico —ele é magro e tem 1m92 de
altura— era muito parecido com o de um membro da tripulação. Isso levou a equipe do
hospital a concluir que ele era o comissário da Varig Sérgio Balbino.

A primeira notícia, quando eu entrei no hospital, era de que eu era o comissário, Sérgio
Balbino.

"Ligaram para o Brasil avisando a família do Sérgio Balbino que ele estava vivo. E para a
minha família, avisando que eu estava morto."

O pai de Ricardo já estava encomendando a sepultura do filho e os amigos foram informados
sobre sua morte.

"Minha mãe, que faleceu no ano passado, aos 96 anos de idade, era a única que dizia, 'não,
meu filho não morreu'. A mamãe falava isso e todo mundo dizia, 'coitada da dona Quéti, não
quer cair na real.' "

"Eu fiquei 30 horas em coma, mas em um determinado momento, pedi uma folha [de papel e
uma caneta]. Esse bilhete, eu posso dizer que psicografei. Eu estava desacordado, mas
peguei uma caneta e com uma letra de criança, toda tremida, coloquei os telefones, o nome
do meu pai, [meu] endereço."

FESTA NO VELÓRIO

Os atendentes procuraram o nome de Ricardo na lista dos tripulantes e não encontraram.
Então, olharam a lista de passageiros. Lá estava o nome. Ricardo Trajano.

"Quando me resgataram, havia vários corpos de tripulantes mortos (perto de mim). 'Como
é que esse cara estava lá na frente, com os tripulantes?'"

"Aí, a Varig liga para a família do Balbino comunicando que, infelizmente, ele tinha morrido.
E liga para a minha casa, meu pai atende: 'Queremos comunicar que seu filho está mal, mas
ainda está vivo.'"

"Você imagina? Lá em casa tinha um velório, virou uma grande festa."

CICATRIZAÇÃO DEMORADA

A companhia aérea enviou passagens e, imediatamente, os pais de Ricardo voaram para a
França.

"Aí tem o segundo tempo, no hospital. Eu acordo e não entendi nada, era tudo um grande
quebra-cabeças e faltavam dezenas de peças."

"Quando eu acordei e comecei a ter a ideia de que tinha acontecido um acidente, a primeira
pergunta que eu fiz —eu estava todo entubado, todo escangalhado, numa tenda de
oxigênio— eu perguntei pelo Agostinho dos Santos e o resto do pessoal."

Os atendentes diziam que estava tudo bem, mas Ricardo sabia que não era bem assim. Ele
sabia, por exemplo, que seu estado de saúde não era bom.

"Fiquei sabendo, bem mais tarde, que os médicos não me davam uma semana de vida. Minha
primeira radiografia de pulmão é um atestado de óbito. Minhas vias aéreas estavam todas
queimadas pela fumaça que eu tinha respirado. Eu expelia todo o meu sangue envenenado
pela boca. Tinha taquicardia. Minha queimadura não cicatrizava e podia infeccionar os rins.
Tomei muitas transfusões de sangue, tinha febre alta."

RUMO AO RIO

Ricardo ficou 52 dias no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do hospital na França.

"Eu procurava extrair daquele ambiente conturbado as coisas boas que me rodeavam. Para
começar, os enfermeiros. Um pessoal jovem, legal demais, uma energia boa. Um bom humor
incrível."

"Minha recuperação foi lenta e gradual. Depois de dois meses no hospital, de um dia para o
outro, minhas queimaduras começaram a cicatrizar. Os médicos começaram a pensar no
meu retorno para o Rio. E eu comecei a pensar em continuar minha viagem pra Londres,
olha que loucura. Os médicos falaram, 'meu amigo, negativo. Você vai ter de voltar para o
Brasil e ainda vai ter de ficar no hospital.'"

ENCONTRO COM BOMBEIRO: ABRAÇO E MUITO CHORO

A equipe médica temia que Ricardo tivesse problemas para voltar a voar de avião.

"Conversei com eles. 'Por favor, eu quero viajar aceso o tempo todo. Não me deem
comprimidos, suco de maracujá, injeção. Quero vir aceso."

E assim foi feito. Ricardo viajaria em um compartimento separado, criado especialmente
para ele.

"Fui o primeiro a entrar no avião. E aí chegaram umas pessoas na minha frente com um cara
jovem, um pouco mais velho do que eu. Eles falaram, 'esse aqui é o bombeiro, que subiu a
escada e te tirou do avião.'"

"Foi um momento único. Segurei a mão dele, abraçava ele. Eu e ele não conseguíamos
falar, chorávamos o tempo todo. É um momento em que penso até hoje, está muito presente,
esse encontro."

PAI DE RITA: 'CORAJOSA ATÉ O FIM'

No Brasil, Ricardo ficou mais um mês no hospital. Quando chegou em casa, recebeu uma
carta do embaixador da Índia, o pai da Rita.

"Ele soube que eu tinha estado com ela. Eu conversei com ela várias horas no avião e isso
saiu no jornal. Ele viu e me mandou uma carta, que eu guardo com muito carinho. Uma carta
singela, uma folha. Falando, 'eu soube que você esteve com a minha filha no avião, fico muito
feliz de saber que você está bem.' No final, ele coloca, 'espero que ela tenha sido corajosa
até o fim.' Foi muito emocionante."

Um ano depois, Ricardo voltou à mesma agência da Varig onde havia comprado sua
passagem. Estava determinado a completar a viagem interrompida.

"Voltei lá e falei, 'quero uma passagem para Londres com escala no aeroporto de Orly, em
Paris.' Cabeça dura, teimoso."

A atendente lhe passou o preço.

"Eu falei, 'você não está entendendo. Sabe aquele acidente um ano atrás? Que teve um
sobrevivente? Pois é, fui eu. Paguei minha passagem de ida e volta, em dinheiro, e não
cheguei nem na primeira escala da ida. Você não acha que a Varig tem de me dar uma
passagem?'"

"A mulher olhou —'é você!'— me deu um abraço super carinhoso. Minutos depois, eu já
estava com a passagem no bolso."

Ricardo viajou com um amigo, o fotógrafo e apresentador de rádio Maurício Valadares.

"Finalmente, assisti o [Led] Zeppelin. Eu queria ver Zeppelin, [The] Who, [The Rolling]
Stones. Vi um monte de coisas, no Rainbow [Theatre], no Royal Albert Hall, no One Hundred
Club. E fui lá no Marquee, que foi fechado anos depois. Fiquei doidão vendo as bandas
ali —ali era o templo [do rock] né?"

HOJE: UMA NOVA RAZÃO PARA VIVER

As únicas sequelas físicas deixadas pelo acidente são as queimaduras nas costas, nádegas
e coxas de Ricardo. Ele não quis fazer cirurgia para removê-las.

"Eu quero fazer disso o meu troféu, que carrego até o final da vida."

"O pulmão, eu recuperei. Seis meses depois, estava jogando basquete na faculdade. Eu fui
atleta, fui nadador, competi pelo Flamengo na adolescência. Depois joguei basquete pelo
Botafogo. Isso também me ajudou muito, com certeza."

Ricardo se formou engenheiro civil, mas hoje trabalha com comércio —é dono de uma loja
de sapatos em Belo Horizonte. E, não faz muito tempo, meio por acaso, descobriu, talvez,
uma nova vocação. Foi convidado para contar a história de seu acidente em uma palestra. E
percebeu que tem uma contribuição importante a fazer.

"Não tenho o menor trauma, nunca sonhei com esse acidente. Fui. Sem roteiro. As coisas
foram saindo, fui falando. [No final], um garoto chegou e falou, 'uns anos atrás sofri um
acidente e minha cabeça está zonza o tempo todo. Ouvir você falar foi bom para mim'."

Agora, Ricardo está apresentando sua palestra, "Reflexões de um sobrevivente", pelo Brasil.

"Tem sido de uma realização interna muito grande. Falo muito sobre a vida. Estou aqui. É
possível recomeçar a vida após um trauma, um fracasso, uma perda. A vida continua. Isso
aqui é um grande palco."

Segundo autoridades da aviação, o fogo no avião foi, provavelmente, causado por um cigarro
aceso jogado no compartimento de lixo de um dos banheiros.

 

Voo comercial mais longo do mundo aterrissa em Nova York
após quase 18 horas

NOVA YORK

O voo comercial mais longo do mundo chegou nesta sexta-feira (12) em Nova York, após
quase 18 horas de viagem de Singapura. 

De acordo com o portal do aeroporto de Newark (Nova Jersey), o voo SQ22 aterrissou às
05h29 local (06h29 de Brasília), após ter decolado às 23h37 de Singapura, fazendo cerca de
17h52 de voo.

Em teoria o voo seria de 18h25. Mantendo a teoria, o voo de volta Nova York-Singapura
deverá ser um pouco mais longo.

Durante a viagem, o avião viajou 16.500 km. 

"Sinto-me perfeitamente descansado", declarou Kristopher Alladin, um canadense de 37
anos, antes de pegar um voo para Ottawa. 

"Tenho sorte de conseguir dormir em aviões."

"Apesar de estar na classe econômica premium, se tem a impressão de estar na primeira
classe", acrescentou.

A aeronave transportou 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica
premium'. O avião não possui classe econômica.

Com este novo voo, a Singapore Airlines recupera o primeiro lugar no ranking das empresas
que fazem as viagens mais longas. O voo tirou do primeiro lugar o 921 da Qatar Airways
entre Auckland e Doha, de aproximadamente 18 horas.

No entanto, esta não é a primeira vez que a companhia aérea fez essa rota, que já existiu
há nove anos antes de abandoná-la em 2013, quando os preços do petróleo acabaram com
sua rentabilidade.

Apesar do preço do barril de Brent superar outra vez os 80 dólares, a companhia aérea está
convencida de que esta rota especialmente apreciada por empresários pode ser rentável
pelo melhor desempenho energético das aeronaves.

COMODIDADES

Dois pilotos e dois copilotos se revezaram no comando do Airbus A350-900 ULR (ultra longo
alcance), que percorreu 16.700 quilômetros entre a cidade-Estado do sudeste asiático e
Nova York.

A tripulação, com 13 auxiliares de cabine, trabalhou em turnos para que todos tenham as
quatro horas de descanso mínimo regulamentar, informou a Singapore Airlines.

O tempo de voo é um desafio para os passageiros.

Aqueles que não estavam com livros puderam recorrer a um catálogo de filmes e programas
de televisão com uma duração acumulada de 1.200 horas, o equivalente a sete semanas.

O menu a bordo contou com pratos selecionados para que os clientes se sentissem à vontade
no voo.

Para melhorar a experiência de voo e reduzir a tensão de uma viagem de quase um dia, o
avião tem um teto mais elevado que o habitual, janelas mais amplas e uma iluminação LED
especial que altera as cores com o objetivo de reduzir o "jetlag" e os efeitos da mudança de
horário provocados por uma viagem intercontinental.

"As pesquisas mostram que a hidratação e a nutrição são fatores importantes", declarou à
AFP Rhte Bhuller, especialista em saúde da consultoria Frost&Sullivan. 

"É necessário evitar os alimentos que provocam gases e que fazem com que a pessoa sinta-se
inchada, além do consumo excessivo de álcool", completou.

"A principal preocupação é a trombose venosa profunda, que é consequência de permanecer
sentado por muito tempo, e a desidratação", explica Gail Cross, do Hospital Universitário
Nacional de Singapura.

A Airbus entregou seu primeiro A350-900 ULR a Singapore Airlines em setembro.

O avião da série A350 (longa distância) amplia seu percurso de 8.100 milhas náuticas
(aproximadamente 15.000 km e 16 horas de voo) a 9.700 milhas náuticas (quase 18.000 km
e até 20 horas de voo) graças a uma otimização do sistema de combustível que permite
gastar 25% menos.

Em condições meteorológicas normais, este voo com destino o aeroporto de Newark dura
18 horas e 45 minutos.

 

O ESTADO DE SÃO PAULO

Voo comercial mais longo do mundo aterrissa em Nova York

https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,voo-comercial-mais-longo
-do-mundo-aterrissa-em-nova-york,70002545030

Voo mais longo do mundo decola em Cingapura rumo aos EUA

https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,voo-mais-longo-do-mundo
-decola-em-cingapura-rumo-aos-eua,70002544259

Embraer lança aviões executivos de médio porte

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,embraer-lanca
-avioes-executivos-de-medio-porte,70002547471

Consumidor pede reembolso de passagem após ter de cancelar viagem

https://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/seus-direitos/consumidor-pede-reembolso-de
-passagem-apos-ter-de-cancelar-viagem/

 

CORREIO BRAZILIENSE

Em entrevista, presidente da Avianca diz que passagens podem aumentar

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/10/15/internas_economia
,712659/passagens-aereas-vao-aumentar.shtml

 

O ESTADO DE MINAS

Embraer apresenta novos jatos executivos médio e supermédio
Praetor 500 e 600

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/10/14/internas_economia
,997133/embraer-apresenta-novos-jatos-executivos-medio-e-supermedio-praetor-50.shtml

Por que a passagem da Azul é a mais cara?

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/10/11/internas
_economia,996352/por-que-a-passagem-da-azul-e-a-mais-cara.shtml

 

AGÊNCIA BRASIL

Dois modelos de aviões executivos são lançados pela Embraer

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-10/dois-modelos-de-avioes
-executivos-sao-lancados-pela-embraer

Viagens domésticas podem chegar a cerca de 3 milhões no feriado

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-10/viagens-domesticas-podem
-chegar-cerca-de-3-milhoes-no-feriado

 

G1

Após queda de energia no aeroporto de Salvador, voos atrasam e
passageiros enfrentam grandes filas

https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2018/10/15/apos-queda-de-energia-no-aeroporto
-de-salvador-voos-atrasam-e-passageiros-enfrentam-grandes-filas.ghtml

Aeroporto espera receber mais de 4 mil passageiros no feriado de
Nossa Senhora Aparecida em Rio Branco

https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2018/10/11/aeroporto-espera-receber-mais
-de-4-mil-passageiros-no-feriado-de-nossa-senhora-aparecida-em-rio-branco.ghtml

 

JORNAL DA MANHÃ

Falta de energia atrasa voos no aeroporto de Salvador

https://globoplay.globo.com/v/7088042/

 

JORNAL DAS DEZ

Primeira companhia aérea de baixo custo deve começar a operar
em novembro no país

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/v/primeira-companhia-aerea
-de-baixo-custo-deve-comecar-a-operar-em-novembro-no-pais/7085607/

 

DCI

Gol propõe reorganização societária unificando base acionária da Smiles

https://www.dci.com.br/servicos/gol-prop-e-reorganizac-o-societaria-unificando-base
-acionaria-da-smiles-1.749325

Lucro da Delta supera previsões com controle dos gastos ajudando a
compensar aumento do combustível

https://www.dci.com.br/servicos/lucro-da-delta-supera-previs-es-com-controle-dos
-gastos-ajudando-a-compensar-aumento-do-combustivel-1.748873

 

PANROTAS

GRU Airport espera mais de 800 mil passageiros no feriado

https://www.panrotas.com.br/aviacao/aeroportos/2018/10/gru-airport-espera
-mais-de-800-mil-passageiros-no-feriado_159519.html

Aeroporto de Milão será fechado para obras no verão de 2019

https://www.panrotas.com.br/aviacao/aeroportos/2018/10/aeroporto-de-milao
-sera-fechado-para-obras-no-verao-de-2019_159509.html

Rio Galeão espera 241 mil passageiros durante feriado

https://www.panrotas.com.br/aviacao/aeroportos/2018/10/rio-galeao-espera
-241-mil-passageiros-durante-feriado_159510.html

Latam aplica perfis tarifários nacionais para voos inter

https://www.panrotas.com.br/aviacao/empresas/2018/10/latam-aplica
-perfis-tarifarios-nacionais-para-voos-inter_159503.html

Os 10 aeroportos que mais crescem nos EUA e seus porquês

https://www.panrotas.com.br/aviacao/aeroportos/2018/10/os-10-aeroportos
-que-mais-crescem-nos-eua-e-seus-porques_159487.html

 

MERCADO E EVENTOS

Gol faz ação com filhos de colaboradores para comemorar Dia das Crianças

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/gol-faz-acao-com-filhos-de
-colaboradores-para-comemorar-dia-das-criancas/

Avianca Brasil anuncia substituto de Tarcisio Gargioni

https://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/aviacao/avianca-brasil
-anuncia-substituto-de-tarcisio-gargioni/

Singapore Airlines volta a operar o voo mais longo do mundo
entre Singapura e NY


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